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Crise na Educação RS: Infraestrutura, Desvalorização e Privatização

  Desafios e soluções urgentes para a educação pública no Rio Grande do Sul livro-crise-educacao-professores-rs . O Rio Grande do Sul, que já foi símbolo de excelência educacional no Brasil, enfrenta hoje uma crise multifacetada que ameaça o futuro de seus estudantes, professores e da sociedade na totalidade. Da precarização da infraestrutura ao impacto das enchentes, passando pela desvalorização da carreira docente e a possibilidade de privatização da educação pública, os desafios exigem uma resposta urgente e coletiva. Este artigo explora a gravidade da situação e propõe caminhos para enfrentar esses problemas de forma sustentável e eficaz. O Passado como Modelo de Excelência! Nas décadas de 1960 a 1980, o RS era reconhecido pela qualidade das escolas e pelo compromisso com a formação integral dos alunos, inspirado por práticas trazidas por imigrantes alemães e italianos. Apesar desse histórico de sucesso, o cenário atua...

El Niño: O Fora da Lei das Águas do Pacífico

El Niño: O Fora da Lei das Águas do Pacífico

Uma tempestade de caos e sarcasmo nas mãos do rei das águas quentes


A foto mostra a enchente de 2024 que inundou Porto Alegre,RS.
A enchente de 2024 que inundou Porto Alegre,RS.


O Pacífico esquenta e o caos toma forma: a saga do mais temido fora da lei meteorológico.

Das profundezas gélidas do Pacífico, surge o mais audacioso bandoleiro climático: El Niño. Um fora da lei imprevisível, que aquece suas armas nas águas mornas e reúne sua gangue para espalhar o caos pelo continente. Um cangaceiro climático, ele cavalga sobre ventos descontrolados, chicoteando nuvens pesadas como se fossem seus cavalos selvagens — prontos para invadir o Sul do Brasil com mais um ataque tempestuoso.

As águas aquecem e a festa começa


No calor do Pacífico, El Niño desperta de seu sono profundo, ansioso para agir. Ele convoca sua gangue — ventos furiosos, nuvens carregadas de explosivos climáticos, como raios, granizos e chuvas torrenciais — e avança em direção à América do Sul. O Sul do Brasil, é claro, se torna alvo constante de suas investidas.


As cúmplices: “Mancebas” e o “Ciclone-Fumaça”


Suas “mancebas”, nuvens densas e opressivas, chegam como cúmplices leais. Inchadas até o limite, elas se preparam para o ataque climático: derrubar telhados, inundar ruas e expulsar famílias de suas terras. O trovão soa como o estrondo de explosões, anunciando o confronto iminente. E os “projéteis” de granizo que despencam deixam claro: El Niño não poupa esforços para testar os limites da resistência humana. Montado em seu “ciclone-fumaça”, ele atravessa continentes como um cavaleiro alado, devastando tudo o que encontra.

Tempestades, enchentes e ciclones: O show de horrores
No auge da ação, ele se diverte: tempestades transformam cidades em mares agitados, enchentes implacáveis arrastam tudo em seu caminho, e ciclones tornam telhados e paredes tão frágeis quanto brinquedos de papel. É como se ele experimentasse seus superpoderes, com a intenção de levar o caos ao limite.

La Niña: A pistoleira do sol escaldante

E como em toda boa saga do faroeste, há uma parceira à altura. La Niña, a pistoleira que empunha o sol escaldante, não mede esforços para complementar a destruição. 


Enquanto El Niño encharca o sul, ela resseca o norte, deixando rachaduras tão profundas quanto os rastros de tiros no chão árido. Juntos, formam o casal mais temido no “saloon” do clima sul-americano.

Bipolaridade Climática: O caos em alternância

O que impressiona é a imprevisibilidade de El Niño. Num dia, ele lança tempestades como se não houvesse amanhã; no outro, convoca o sol impiedoso para secar os rastros de destruição. É como se ele tivesse nas mãos o botão de “liga/desliga” para o clima.

Os meteorologistas: As eternas vítimas do fora da lei 

Ah, os meteorologistas… Esses bravos “xerifes” do clima, sempre tentando prever os passos do bandoleiro mais imprevisível do Pacífico. Com seus mapas coloridos e gráficos complicados, eles acreditam que podem domar o rei das tempestades. Pobres coitados! El Niño, claro, não perde a chance de debochar:

“Olhem só, lá estão eles de novo, com suas 'previsões' e 'modelos climáticos'. Acham que podem me capturar com linhas pontilhadas e setas coloridas? Que adorável ilusão!”

Enquanto os cientistas se debruçam sobre seus computadores, El Niño ri às gargalhadas, chicoteando nuvens e espalhando trovões como se dissesse: “Boa sorte tentando me entender, meus caros. Sou um artista do caos, não um gráfico de Excel!”

E os erros nas previsões? Ah, esses são os momentos favoritos do fora da lei. Ele sussurra ao vento: “Viram só? Nem com toda a tecnologia do mundo conseguem me acompanhar. Talvez devessem tentar uma bola de cristal!”

Os meteorologistas, claro, não desistem. Eles continuam tentando decifrar a mente perturbada de El Niño, enquanto ele, com seu sorriso sarcástico, cavalga pelo continente, deixando um rastro de destruição e confusão. Para ele, cada erro humano é mais uma medalha de sua supremacia climática.

O Rei das Tempestades

A foto mostra o  Rei das Tempestades, brincando na noite e assustando os humanos com Raios.
A foto mostra o  Rei das Tempestades El Niño, brincando na noite e assustando os humanos com Raios.


El Niño não precisa de xerifes ou delegados para contestá-lo. Ele sabe que é o rei absoluto das tempestades, o líder de uma gangue sem moral ou piedade. E enquanto cavalga em sua jornada caótica, seu reinado meteorológico segue inabalável.

O retorno ao covil

Após a poeira baixar — ou melhor, as águas recuarem —, o bandoleiro retorna ao seu covil nas profundezas geladas do Pacífico. Mas ele nunca fica ausente por muito tempo. Como todo mito do oeste, ele sempre volta para mais uma rodada de destruição, trazendo novos trovões, ventos e chuvas na cartucheira.

E nós, meros mortais…
Quanto a nós, simples mortais, só nos resta aguardar sua próxima aparição e torcer para a ciência desenvolver logo um “ansiolítico climático” ou, quem sabe, um poderoso heterocíclico capaz de manter El Niño em um estado de calmaria permanente. Afinal, até o fora da lei mais destemido precisa, ocasionalmente, de uma dose de serenidade forçada.


¹Eeste texto é uma versão revisada e expandida de uma crônica originalmente publicada no blog [analiseagora](https://www.analiseagora.com/2015/07/o-menino-bipolar-do-oceano-pacifico.html), sob o título “O El Niño, menino bipolar do Oceano Pacífico, acorda surtado” (data da publicação: julho de 2015).

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